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Oito delegados de Goiás envolvidos com Carlinhos Cachoeira são demitidos.

Todos são acusados de participação em esquemas de corrupção pela Operação Monte Carlo

Foi divulgado ontem, 29, no Diário Oficial do Estado de Goiás a portaria 131/2016, que prevê a exoneração de oito delegados de Polícia Civil e um agente de polícia, pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSP-GO).

Os delegados:
  1. Marcelo Zegaib Mauad
  2. Niteu Chaves Júnior
  3. José Luis Martins de Araújo
  4. Juracy José Pereira
  5. Hylo Marques Pereira
  6. Rosivaldo Linhares Rosa
  7. Leandro Pinheiro Fonseca Pereira
  8. André Soares Veloso 

Agente:Tony Batista Santos.

Os nove policiais são suspeitos de envolvimento na Operação Monte Carlo, deflagrada em 2012, com suposto recebimento de dinheiro para não fiscalizar os estabelecimentos de jogos de azar de Carlinhos Cachoeira, em Goiás.

Segundo a portaria, os policiais foram exonerados “a bem do serviço público pela prática de transgressão disciplinar (...) devidamente apurada e comprovada em Processo Administrativo Disciplinar”.

Além disso, os servidores demitidos ficarão inabilitados de “nova investidura em cargo, função ou emprego público estadual pelo prazo de dez anos”.
Leia a nota na íntegra:

“Os oito delegados exonerados relacionados na portaria, assim como o agente de polícia citado no mesmo documento, foram demitidos da corporação após investigação coordenada pela Corregedoria da Polícia Civil. O procedimento foi instaurado após a suspeita de envolvimento dos policiais no esquema de corrupção investigado pela Operação Monte Carlo, deflagrada em 2012. A corregedoria opinou pela demissão, que foi acatada pelo secretário Joaquim Mesquita, a quem cabe tal medida administrativa, exclusivamente. Dos oito delegados envolvidos, seis já estavam afastados desde 2012. Dois deles ainda estavam em atuação como plantonistas, sendo um em Goiânia e outro em Aparecida. O agente também estava afastado das atividades.”
 A Operação Monte Carlo foi deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro de 2012. Senadores, deputados, vereadores e policiais civis, militares e federais tiveram seus nomes citados como participantes da organização criminosa que, entre outras atividades, fomentava e exploração e cartelização de jogos de azar, principalmente máquinas caça-níqueis e bingos.
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